terça-feira, 3 de novembro de 2009

A internet pela tomada


O Power Line Communications (PLC) é um sistema de telecomunicações que utiliza a rede elétrica como meio de transporte para a comunicação digital e analógica de sinais como Internet, vídeo e voz. Assim, a tomada que liga os eletrodomésticos pode se tornar um ponto de rede de dados para a provedora de Internet ou TV por assinatura, por exemplo. Entre várias outras possíveis aplicações, destaca-se a opção de uso da rede para controle, monitoramento, supervisão, operação e gerenciamento do sistema de energia elétrica, além de aplicações de automação predial e residencial.

A tecnologia PLC usa a rede elétrica como meio de transmissão de informações de conteúdo multimídia (dados, voz, vídeo, áudio etc) ou para a transmissão de dados de gerenciamento, automação e controle de todos os dispositivos que são conectados à rede elétrica. Basicamente, as informações disponíveis na forma digital devem ser transformadas em sinais analógicos que são injetados na rede elétrica. Para adequar os sinais transmitidos às características das redes elétricas e, com isso, garantir sua transmissão, os sistemas de telecomunicações baseados na tecnologia PLC são, atualmente, projetados para funcionar na faixa entre 9 kHz e 30 MHz e utilizam alguns elementos/dispositivos instalados nas redes elétricas, tais como: estação PLC base, repetidor e gateway, acopladores, bypass, roteador e modem PLC

Haverá um benefício para toda a sociedade, com mais uma opção de sistema de transmissão de dados e possível redução de custos aos consumidores de energia elétrica, na medida em que significativa parte das receitas auferidas pela distribuidora com a prestação do serviço será revertida em prol da modicidade tarifária.

A possibilidade de utilização de rede elétrica para comunicação de sinais não está restrita ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, portanto, os consumidores dos sistemas isolados também serão beneficiados, de acordo com o interesse comercial das distribuidoras.

Os consumidores de telecomunicações também serão beneficiados, pois o uso de redes existentes evita custos com implantação de novas infraestruturas ou necessita de poucos investimentos, além da utilização da rede elétrica para a inclusão digital, pois a penetração do serviço de energia elétrica é maior que o de telecomunicação.

Haverá uma possível redução na tarifa de energia elétrica, uma vez que parte significativa da receita auferida pela distribuidora será revertida em prol da modicidade tarifária, e aumento da qualidade da prestação do serviço de energia, com a adoção da tecnologia para aprimorar procedimentos operacionais.

Texto extraído e adaptado pelo Engenheiro Jorge Paulino e disponível em http://www.aneel.gov.br/hotsite/plc/index.cfm?id=1739




ANEEL REGULAMENTA O USO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PARA A COMUNICAÇÃO DE SINAIS
Nova tecnologia permitirá o acesso à internet pela rede elétrica

Nota à imprensa do dia 25 de agosto de 2009

A diretoria colegiada da Aneel aprovou hoje (25/08), em reunião pública, a Resolução que define as regras para o uso da tecnologia Power Line Communications (PLC). O regulamento determina as condições para a utilização da infra-estrutura das empresas distribuidoras de energia elétrica para implantação do sistema que permite a transmissão de dados por meio da rede de distribuição.

A regulamentação delimita o uso das redes elétricas de distribuição para fins de telecomunicações, garantindo a qualidade, confiabilidade e adequada prestação dos serviços de energia elétrica, gerando incentivos econômicos ao compartilhamento do sistema e zelando pela modicidade tarifária.

O prestador do serviço de PLC deverá seguir os padrões técnicos da distribuidora, o disposto nesta Resolução da Aneel e na regulamentação de serviços de telecomunicações e de uso de radiofrequências da Anatel. A implantação e exploração do PLC não poderão comprometer a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.

O emprego da tecnologia possibilita novos usos para as redes de distribuição de energia elétrica, sem que haja necessidade de expansão ou adequação da infra-estrutura já existente. A economia representa a redução de custos aos consumidores que serão beneficiados com a apropriação de parte dos lucros adicionais obtidos por meio da cessão das instalações de distribuição, em benefício da modicidade das tarifas.

A Agência prevê que a apuração da receita obtida pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet será revertida para a redução de tarifas de eletricidade, nos termos da legislação específica estabelecida pela ANEEL. Esse critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia.

Embora seja utilizado o mesmo meio físico (as redes de distribuição de energia elétrica), a tecnologia permite o uso independente dos serviços e, portanto, a concessionária poderá também utilizar a infra-estrutura do prestador de serviço de PLC para atender às suas necessidades e interesses.

Ao disponibilizar a sua rede de distribuição, a concessionária deverá dar ampla publicidade por um prazo mínimo de 60 dias para a manifestação dos interessados. O comunicado deverá ser divulgado por três dias com informações sobre a infra-estrutura e condições para uso das instalações de distribuição de energia elétrica em pelo menos três jornais, sendo dois de circulação nacional. A escolha do prestador do serviço deverá ser divulgada em até 90 dias após o pedido.

Os pedidos registrados neste período só poderão ser negados em função de limitação da capacidade, segurança, confiabilidade ou violação de requisitos de engenharia. Neste caso, a distribuidora deverá apresentar a justificativa da negativa em até 60 dias após a manifestação do interessado.

O assunto esteve em audiência pública de 12 de março a 13 de maio de 2009. Neste período, o Órgão Regulador recebeu 163 contribuições de agentes do setor elétrico e de telecomunicações, associações de classe e consumidores.

Disponível em http://www.aneel.gov.br/hotsite/plc/index.cfm?id=1733


Saiba mais em:


http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/audiencia/arquivo/2009/010/documento/nota_tecnica_0009_armando.pdf

http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2009375.pdf

http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Voto_PLC.pdf

http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Relatorio_PLC.pdf


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Das crises mundiais à implantação da Governança Corporativa, o retrato dos colapsos financeiros e da economia mundial.

Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista

Durante a aula de Análise de Projetos, para o curso de Engenharia de Produção, o Prof. Sergio Vieira abordava os Modelos de Avaliação de Ativos, e a Análise de Investimentos.
Ao abordar o tema “Governança Corporativa”, ficou evidenciado o desconhecimento, por parte da turma, desse conceito e para facilitar esse entendimento, é necessário conhecer a evolução das sociedades e do capital em seus diversos aspectos, a começar pela publicação do livro “A Riqueza das Nações”.
Adam Smith, considerado por diversos autores, um dos fundadores da “Ciência Econômica”, em 1776 no seu livro "A Riqueza das Nações", traçava então as linhas de um modelo capitalista, em que "o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia", porém as sociedades passaram desde então por sucessivos períodos de instabilidade financeira, principalmente devido às politicas sociais, conflitos religiosos e guerras.
Inicialmente, com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, o capitalismo americano, viveu um notável desenvolvimento econômico - alavancada por investimentos - principalmente na indústria de bens de consumo e na agricultura.
A concentração empresarial e o panorama de desenvolvimento americano, refletiu como um todo na Europa, que através de financiamentos para a reconstução no Pós-Guerra, assistiu a um surto de “prosperidade econômica”.
No final da década de 1920, a sustentação dessa aparente “prosperidade”, tornou-se frágil, principalmente devido a superprodução de produtos industriais, uma super safra agricola e de um mercado consumidor incapaz de suprir a toda essa demanda produtiva.
O mundo assistiu, em 24 de Outubro de 1929, ao “Crack da Bolsa de Valores de Wall Street, Nova Iorque”, as ações das empresas caíram a um patamar muito abaixo do valor real, e as empresas em crise não encontram compradores, os acionistas vendiam por qualquer valor suas ações. A desconfiança fez os clientes retirarem os depósitos dos bancos; e o desemprego, a criminalidade e a miséria se instalam.
Mergulhados na crise, os Estados Unidos, arrastam consigo o resto do mundo, que passam a viver o período da Grande Depressão.
No ano de 1933, no governo de Franklin Roosevelt, foi lançado o Plano Econômico “New Deal”, baseado nas teorias do economista inglês John Keynes que ao contrário do modelo do pensamento de Adam Smith, pregava uma forte intervenção do estado na economia e na sociedade, e a eliminação do “espírito de poupança”.
Os Estados Unidos voltam então a viver um período de grande desenvolvimento, o surgindo a fase do “american way of life”.
Em 1939, o mundo é sacudido por uma nova Guerra, de poderio bélico mais nefasto que a anterior; a Europa entre destroços contabiliza os prejuízos humanos, materiais e financeiros.
No pós-guerra a Europa se integra e inicia uma recuperação financeira, criando em 1957 o Mercado Comum Europeu.
A partir da segunda metade dos anos 50 e nos anos 60, os países desenvolvidos aperfeiçoavam seus instrumentos e suas políticas econômicas, organizando as transferências sociais necessárias, oferecendo a cada um a proteção do Estado.
Os anos 70 e 80, mesmo com a dependência mundial por Petróleo, as crises e guerras foram de escalas setorias.
A partir da década de 1990, as crises foram ocasionadas pelo gigantismo das grandes corporações intercontinentais e suas práticas nada transparentes de gestão.
Ao longo de 1997, as economias do sudeste da Ásia – os tigres asiáticos – e o Japão, apresentaram sinais de declínio do crescimento e, em alguns casos, de redução do nível da atividade da economia.
A crise nos mercados financeiros internacionais deveu-se, a queda nos lucros das empresas, que tinham as cotações das suas ações sobrevalorizadas, já que o valor que representam era da expectativa de lucro futuro. Como tal expectativa diminuiu, o valor das ações teve o mesmo comportamento.
Em 2002, grandes corporações norte-americanas como a Enron Corporation, Worldcom e Tyco International, apresentavam fraudes nos seus balanços, causando impactos financeiros que abalaram a confiança dos investidores, em um mundo globalizado.
O setor imobiliário nos Estados Unidos, que atravessou um "boom" nos últimos anos, vive desde 2008, um aumento da inadimplência e uma crise de confiança no setor financeiro, agravado pela “recessão americana” causa mais desemprego e desconfiança no mercado financeiro internacional.
Esses fatos ilustram a importância do estudo das interpolações entre a Ciência Econômica, a sociedade e os ciclos históricos, como um todo.
O surgimento do conceito “Governança Corporativa”, ocorreu antes mesmo da Revolução Industrial na Inglaterra em 1650, com a criação da primeira "corporation", com acionistas que elegiam um Conselho, o qual nomeava um CEO.
Em 1984, surgiu um movimento nos Estados Unidos de redefinição dos parâmetros de controles corporativos,
Na primeira metade dos anos 90, acionistas americanos despertaram para a necessidade de novas regras que os protegessem dos abusos da diretoria executiva das empresas, da inércia de conselhos de administração inoperantes e das omissões das auditorias externas.
Conceitualmente, a Governança Corporativa, surgiu como a necessidade de integrar os sistemas de gestão, aos controles de processos e procedimentos das empresas, criando um conjunto eficiente de mecanismos, assegurando a credibilidade da gestão e permitindo um um equilibrio de forças entre os gestores e os (shareholders) acionistas e os Stakeholders (públicos de interesse), clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, entre outros.
A Governança cria seis ativos essenciais, apoiados por seis pilares que valorizam a imagem institucional da empresa, agregando valor institucional no mercado, pela credibilidade das fontes, confiabilidade das informações, transparência nos riscos calculados assumidos e bom senso na gestão administrativo-financeiro. O objetivo da boa governança na busca de consenso nas relações sociais deve ser a obtenção de uma concordância sobre qual é o melhor caminho para a sociedade como um todo. Os seis ativos são:
•Ativos humanos – pessoas, habilidades, competências, treinamentos;
•Ativos financeiros – caixa, investimentos, recebíveis;
•Ativos físicos – prédios, equipamentos, instalações;
•Ativos de propriedade intelectual (PI) - produtos, serviços, know-how de processos formalmente patenteados ou incorporados aos sistemas ou pessoas da empresa;
•Ativos de TI – dados digitalizados, informação, e conhecimento sobre Clientes, performance de processos, finanças, sistemas de informação;
•Ativos de relacionamento – relacionamentos internos, marcas, reputação com clientes, fornecedores, parceiros, competidores, reguladores.
Iniciada no Brasil em 1996, com a criação do Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração (IBCA), mandou em 1999 no Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), adotou mecanismos de controle para as boas práticas de Governança, e publicou o primeiro código sobre Governança Corporativa, com informações sobre o conselho de administração e sua conduta esperada.
Hoje, com esse moderno sistema de gestão de alta administração, o Presidente e os seus sócios-proprietários poderão profissionalizar as empresas e controlar de modo efetivo o seu patrimônio, podendo tomar assento nos Conselhos e delegar as responsabilidades do dia a dia a profissionais contratados, podendo se afastar de seus afazeres sem perder o efetivo controle da empresa.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.

Fontes:
A dimensão humana da Governança Corporativa, Herber Steinberg
IBGC Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - http://www.ibgc.org.br/

Artigo escrito para o site ebah! - http://www.ebah.com.br/das-crises-mundiais-a-implantacao-da-governanca-corporativa-o-retrato-dos-colapsos-financeiro-e-da-a21963.html#

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Legado de Chico Mendes

Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista

Dezembro de 1988, a ganância dos poderosos silenciou a voz de Francisco Alves Mendes Filho(44 anos), conhecido como “Chico Mendes“; porém não silenciaram os seus ideais.
Chico teve uma trajetória de luta e foi um dos principais ativistas e defensores da preservação da região Amazônica, representou também a voz dos seringueiros e dos índios.
Chico Mendes começou a se destacar em 1976 através de manifestações pacíficas dos seringueiros em que usavam os seus próprios corpos para proteger as árvores.
A luta pela preservação e defesa da Floresta Amazônica através da "União dos Povos da Floresta", teve grande repercussão nacional e internacional, sendo Mendes agraciado com o Prêmio Global 500 da ONU - pela luta em defesa da preservação do meio Ambiente e da região da Floresta Amazônica.
Logo após a sua morte, ocorreu na cidade de Rio Branco (capital do Estado do Acre), de 25 a 31 de Março de 1989, o 1º Congresso dos Povos da Floresta, realizado junto com o 2º Congresso Nacional dos Seringueiros.
Estiveram presentes diversos ONGs, órgãos ambientais nacionais e internacionais, a imprensa e políticos que apoiavam o movimento.
Esses movimentos ganharam expressão internacional, sendo escrito o Manifesto da Declaração dos Povos da Floresta.

DECLARAÇÃO DOS POVOS DA FLORESTA
“As populações tradicionais que hoje marcam no céu da Amazônia o Arco da Aliança dos Povos da Floresta proclamam sua vontade de permanecer com suas regiões preservadas. Entendem que o desenvolvimento das potencialidades destas populações e das regiões em que habitam se constituem na economia futura de suas comunidades e deve ser assegurada por toda Nação Brasileira como parte da sua afirmação e orgulho. Esta Aliança dos Povos da Floresta, reunindo índios, seringueiros e ribeirinhos, iniciados aqui nesta região do Acre, estende seus braços para acolher todo estorço de proteção e preservação deste imenso, porém frágil sistema de vida que envolve nossas florestas, lagos, rios e mananciais, fonte de nossas riquezas e base de nossas culturas e tradições. “Conselho Nacional dos Seringueiros e União das Nações Indígenas.
Hoje diversas empresas e órgãos públicos e privados, levantam a bandeira da preservação da Floresta Amazônica, a crise climática provocado pelo aquecimento trouxe o desafio da sobrevivencia e a voz de Chico Mendes voltou a ser ouvida pela humanidade.


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Artigo Escrito para o GamaCoopera:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O papel das Cooperativas na conscientização e disseminação de projetos sócio-ambientais


Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista

O Brasil é um país privilegiado em termos de recursos hídricos, detemos 12% do total de água doce superficial do mundo e, contamos com um grande volume de água em depósitos subterrâneos.
O privilégio, porém, não é de todos, enquanto os principais municípios do país desperdiçam e poluem a água potável (um volume que abasteceria aproximadamente 38 milhões de pessoas), as populações das periferias dos grandes centros e o nordeste, convivem com a escassez ou com águas insalubres.
Segundo estimativas, até 2050, teremos uma população mundial estimada em nove bilhões de pessoas, e com o processo das atuais mudanças climáticas, teremos como conseqüências, a desertificação das áreas produtivas e florestas, a elevação do nível do mar, o reposicionamento do mapa agrícola causando uma reposição socioeconômica dos países, e impactos sem precedentes na economia mundial.
Cada vez mais precisaremos conscientizar as gerações atuais e futuras do uso eficiente, equilibrado e sustentável dos recursos naturais, gerar responsabilidade de cidadania, comprometimento em relação à questão do meio ambiente através da educação ambiental.
Convivemos hoje nas principais cidades, com o esgotamento da capacidade dos atuais aterros sanitários face ao grande volume de descarte, existem também vários lixões ou vazadouros clandestinos, que em sua maioria são em áreas próximas a rios ou matas.
Com a implementação de programas de coleta seletiva, teremos uma economia dos recursos naturais, aumento da vida útil dos aterros sanitários com a redução da quantidade de resíduos encaminhados, redução do custo em novos investimentos com infra-estrutura para a implantação de novos aterros sanitários, estimulo nas comunidades para a participação na solução de problemas, geração de renda e retirada das famílias que trabalham em condições sub-humanas dos lixões.
No Brasil cerca de 9,7% de todo o lixo é composto por sacos plásticos e 53% das garrafas PETs não são reaproveitadas, com isso, cerca de 4,7 bilhões de unidades por ano são descartadas na natureza, contaminando os recursos hídricos, indo para lixões ou mesmo espalhadas por terrenos vazios, segundo dados do CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem.
Os sacos plásticos são confundidos por peixes e principalmente, pelas tartarugas marinhas, que morrem por obstrução do aparelho digestivo, que junto com as garrafas PETs e outros detritos, que atrapalham a navegação e o escoamento das águas. Os resíduos acarretam doenças endêmicas causadas pela proliferação de vetores, a contaminações dos mananciais através do chorume e do abastecimento de água.
As Cooperativas desempenham um importante papel na sociedade, ao integrar os catadores como uma categoria de trabalhadores, uma iniciativa que possibilita a geração de emprego e renda, e através desse trabalho, a reinserção social.
No aspecto ambiental, a combinação entre a otimização de recursos, programas sistemáticos de reciclagem e ações monitoradas de descarte adequado de materiais apoiadas pelas Cooperativas, conseguirão práticas de atitude responsável em relação ao meio ambiente.
Precisamos todos disseminar junto aos vários segmentos da sociedade, a importância de atuar com responsabilidade no uso dos recursos naturais.

O Planeta agradece....

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Engenharia Reversa


Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista

Para alguns autores, o termo Engenharia Reversa (ER), teve a sua origem na análise de hardwares, avançando depois no desenvolvimento de softwares; mas segundo a Wikipédia, a Engenharia Reversa, é “o uso da criatividade para, a partir de uma solução pronta, retirar todos os possíveis conceitos novos ali empregados”.
A melhor definição dada por alguns autores para a Engenharia Reversa (ER) é:
“ Um processo de análise em um sistema existente, para a reprodução ou aperfeiçoamento de produtos, sistemas integrados ou processos”.
Originada na “área de conhecimento” da informática, a ER foi adaptada para as outras “áreas de conhecimentos”, e é usada em larga escala em Planejamento Estratégico, com eficácia na gestão estratégica de custos.
O processo inicial desse conceito começou na fabricação por meio da reprodução das cópias de produtos originais.
O seu desenvolvimento deu-se principalmente na análise dos equipamentos e armas utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial, pelos japoneses.
Após a guerra, a utilização dessa engenharia foi primordial na recuperação do Japão pós-guerra, e utilizado mais tarde por países integrantes do bloco denominado Tigres Asiáticos no desenvolvimento de produtos de origem Européia e Norte Americana.
No Japão, inicialmente, foram desenvolvidos processos de reconstrução de produtos como “cópias fiéis - piratas”, a partir de modelos previamente estudados, principalmente os eletro-eletrônicos e na indústria automobilística.
Essa prática trouxe um expressivo potencial de retorno econômico, pela não necessidade de investimentos em pesquisas, análise de cálculos probabilísticos e estudos decorrentes de implementação.
Por se tratar em muitos casos de um processo não ético, de cópias fiéis de produtos desenvolvidos anteriormente, nos últimos 30 ou 40 anos, houve um aumento no número de produtos e processos copiados.
Atualmente, utilizam-se Modelos Computacionais para simulação através de softwares específicos que permitem a geração de cenários, a partir dos quais se pode: orientar o processo de tomada de decisão, proceder a análises e avaliações de produtos e sistemas e propor soluções para a melhoria de performance nas diversas áreas do conhecimento humano.
A adoção da técnica de simulação tem trazido benefícios como a previsão de resultados na execução de uma determinada ação, a redução de riscos nas tomadas de decisão, a identificação de problemas antes mesmo de suas ocorrências.
O uso da simulação elimina procedimentos em arranjos industriais que não agregam valor a produção, na realização de análises de sensibilidade, na redução de custos com o emprego de recursos (mão-de-obra, energia, água e estrutura física) e na revelação da integridade e viabilidade de um determinado projeto em termos técnicos e econômicos.
Hoje, a Engenharia Reversa é vista de forma mais positiva, sendo o seu uso quase universal pelas possibilidades de tornar as empresas muito mais competitivas e pela possibilidade da simplificação e agilização de muitos procedimentos no desenvolvimento dos produtos e é usada também em outras áreas bens distinta como na arte, na educação e na medicina.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Manutenção das Linhas de Transmissão de Energia Elétrica


Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista


Considerada como um equipamento do sistema elétrico, as Linhas de Alta Tensão, são constituídas por linhas de condutores destinados ao transporte da energia elétrica desde a geração até a distribuição, geralmente transmitida em corrente alternada (60 Hz), e em tensões elevadas (138 a 500 kV).
Estudos de parâmetros para cálculos da indutância, capacitância, velocidade de propagação, constante de fase, e outros, determinam a eficiência e a qualidade da energia transmitida pela linha.
Com base nos dados estatísticos e na análise do sistema, pode-se implantar um cronograma de manutenção, minimizando o efeito de uma manutenção emergencial.
Atualmente, pressões por alta produtividade e competitividade no mercado, as empresas preocupam-se cada vez mais, em satisfazer seus clientes da melhor maneira possível, eliminando falhas e possíveis interrupções, e controlando a qualidade da energia fornecida.
A atividade de manutenção em linhas de transmissão é regulamentada pela ONS, através de “Procedimentos de Rede” referentes ao “Acompanhamento da Manutenção dos Sistemas Elétricos”, que tem como objetivo a padronização das operações.
A regulamentação visa a proporcionar um serviço de fornecimento de energia elétrica em níveis e padrões de qualidade e confiabilidade requeridos pelos consumidores e aprovados pela ANEEL (ONS, 2005).
As inspeções ocorrem de duas formas, nas inspeções gerais, as verificações são feitas com os eletricistas indo a campo e detectando anomalias que são observadas a distância (a olho nu ou através de binóculos), sendo o registro feito em planilhas e relatórios de inspeção.
Nas inspeções específicas os trabalhadores sobem nas torres das linhas de transmissão e verificam o estado de cada componente a ser revisado.
Atualmente, utiliza-se a aeroinspeção (inspeção com o uso de helicópteros), sendo este, um dos principais instrumentos de diagnóstico das linhas de transmissão em inspeções preventivas e situações emergenciais.
A aeroinspeção conta ainda com a tecnologia da termografia computadorizada, que é feita por meio de um termovisor de raios infravermelhos acoplado ao helicóptero.
Esse equipamento permite que o operador faça a verificação da temperatura nos equipamentos da linha sem a necessidade de indisponibilizá-la, reduzindo custos operacionais, as falhas por aquecimento de componentes, que ocasionam a fadiga e ruptura dos cabos das LT`s.
As principais atividades realizadas durante a aeroinspeção nas linhas de transmissão são:
Inspeção termográfica dos cabos e junções, verificação do efeito corona nos cabos e isoladores, conferência para troca dos isoladores, conferência para a correção dos espaçadores, verificação do cabo OPGW, verificação dos cabos pára-raios.
Na manutenção das linhas de transmissão com utilização do helicóptero temos:
1-Lavagem do isolador - o sistema de lavagem do isolador é feito de modo muito eficiente, através de jatos de alta pressão de água, sendo direcionado para cada isolador, para um resultado eficaz da lavagem.
A contaminação e acúmulo de poeira nos isoladores podem causar curto circuito nas linhas.
2- Manutenção da mão desencapada em “linha viva” - o “homem de linha” é assentado na plataforma de trabalho que é unida aos tubos do patim da engrenagem de aterragem do helicóptero. A plataforma pode ser equipada com as três fontes de força diferentes para uma variedade de ferramentas de trabalho como compressor, gerador elétrico e bomba hidráulica.
3-Reparos e recolocação do espaçador - os reparos ou recolocação são eficazes e rápidos após as operações terem sido feitas via helicóptero.
4-Instalação de sinalizadores – a instalação de bolas marcadoras é realizada rapidamente e eficientemente usando mesmo procedimento da mão desencapada do helicóptero de manutenção.
5-Inspeção da resistência da junção de tensão (ohms) - envolve detectar voltagem e perdas de amperagem através da junção com o equipamento especializado, verificando a temperatura da linha, a corrente, e os ohms da resistência.
6- Manutenção em caixa de emenda do cabo OPGW.
7-Manutenção em cabos pára-raios e condutores.

A inspeção aérea de emergência é uma poderosa ferramenta a serviço das grandes companhias de energia, utilizada na localização das falhas transitória (ocasionadas por objetos levados pelo vento, galhos de árvores ou permanente (ruptura dos cabos, queda de torres etc.), detectada pelas proteções da linha tendo como vantagens: a rapidez na solução de problemas e a economia.

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Assista ao vídeo de Manutenção de Linhas de Transmissão com o uso de helicóptero.


A Casa do Futuro

Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista

A automação residencial está cada vez mais acessível, alia a beleza e conforto, a tecnologia.
Hoje é possível controlar a iluminação, o ar-condicionado, a abertura ou bloqueio das portas e janelas através de leitores biométricos, fazer a configuração de um banho com temperatura ideal da água, ter o acesso a internet em todos os cômodos e dispor de monitoramento de segurança a distancia.
São infinitas as possibilidades de serviços que a automação residencial oferece a você, e esses recursos inteligentes se aproximem cada vez mais do nosso dia-a-dia.
Na automação de uma residência, pode-se obter uma economia de até 15% nos gastos com a energia elétrica.
“Na cidade de Redmond, Washington, nos Estados Unidos, a Microsoft criou a “Casa do Futuro da Microsoft”, em que a casa pode ser comandada de qualquer lugar com um controlador de funções”, através do comando de voz ou por telefone celular, para acionar a abertura e o fechamento de cortinas, portas, e também o simples ato de acender ou apagar as luzes.
Cerca de 700 lares brasileiros, já tem recursos high-tech, e de acordo com um relatório do ABI Research, até 2011 as vendas superarão 2,8 milhões de sistemas e com a padronização dos sistemas de automação e a introdução do tipo "do-it-yourself", com serviços inovadores ligados ao mercado residencial.
A casa inteligente deixou de ser uma realidade de poucos, e está se tornando cada vez mais acessível, a uma parcela maior da população, sendo também uma forma de valorização do imóvel como investimento.
Segundo a AURESIDE - Associação Brasileira de Automação Residencial, a tendência do setor é de crescimento, e o barateamento dos sistemas, a grande novidade é a possibilidade da automatização em módulos, adequando-se as necessidades do morador.
A automação residencial que começou de forma tímida na década de 90, consolidando-se a partir de 2000, e está cada vez mais despertando a atenção de novas Empresas especializadas em tecnologia, Construtoras e Profissionais, criando assim um novo segmento na Prestação de Serviços.
Engenheiros, Arquitetos, Estudantes, Projetistas e Instaladores, é o principal alvo desta nova demanda do mercado; as empresas de desenvolvimento de tecnologia, e as construtoras têm uma necessidade crescente de capacitação, formação, certificação e atualizações de profissionais em Automação Residencial.
Podemos afirmar que hoje a casa do futuro já é uma realidade acessível.

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Assista ao vídeo "Residências Inteligentes, as Casas do Futuro"- que foi ao ar pelo Jornal da Band, sobre as novas tecnologias para as residências, que está revolucionando o mercado imobiliário, criando um novo perfil de Arquitetura e um novo filão para as Construtoras e empresas de tecnologia.

http://www.youtube.com/watch?v=n_md_eguvjU