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22 de agosto de 2011

Em breve todos serão responsáveis pelo lixo produzido


Por Érica Sena
Bióloga, Gestora Ambiental, Pós Graduada em Tecnologias Ambientais.



O lixo cresceu 6 (seis) vezes mais do que a população, mas a taxa de reciclagem continuou sendo mínima, resultando na sobrecarga dos aterros, ou ainda sendo jogadas em lixões, córregos, ruas, etc, tornado-se assim, um dos grandes problemas urbanos, pois enfeiam a cidade, contaminam solo e água, agravam as enchentes, e são locais de proliferação de animais vetores de doenças.
No ano passado foi aprovada uma lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, o primerio passo para elaboração dessa política de extrema importancia, responsabilizando a todos pela geração e destinação do lixo produzido dentro da cadeia produtiva ( responsabilidade compartilhada).  A PNRS irá privilegiar as cooperativas de reciclagem que farão a coleta seletiva e disponibilizarão às empresas a fazerem a reciclagem dos materiais coletados. Assim, os catadores e as cooperativas terão mais valor na sociedade, tornando o material reciclável ou reutilizável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda, além de ajudar o planeta.
Enquanto a PNRS não sai do papel, todos os envolvidos estão se adequando a ela, através de plano de gestão de resíduo, logística reversa, entre outros, e nós também podemos fazer nossa parte dando destinação correta ao nosso lixo. É necessário separar o lixo orgânico (coletado pela prefeitura) do reciclável e mandá-lo para cooperativas.
Aqui na região temos a Cooperativa Crescer que faz coleta de materiais em várias ruas. Eles coletam óleo usado e materiais eletrônicos e também disponibilizam um blog para maiores informações:  


Vale a pena se informar e começar a mudar essa situação lamentável. Vamos melhorar nossa região, acabando com o lixo jogado pelas ruas e praças e ajudar na renda de várias famílias. Conto com você!
Faça a sua parte!

Artigo publicado no Blog Pensar Eco, é lógico! - http://pensareco.blogspot.com/.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte – a autora Érica Sena, http://pensareco.blogspot.com/  ou http://engenharianodiaadia.blogspot.com/ .
Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.

Embalagem: a mocinha das vendas, mas a vilã do planeta!



Por Érica Sena
Bióloga, Gestora Ambiental, Pós Graduada em Tecnologias Ambientais.

O consumo desenfreado se tornou evidente quando a sociedade pôde desfrutar de várias facilidades para se adquirir um produto: variedade de marcas nacionais e estrangeiras, parcelamento de contas através dos vilões cartões de crédito e financiamentos; além do massacre da mídia em propagandas que fazem crer que ter nos levará a um estado de felicidade e poder eterno.
Esta facilidade gerou consumidores famintos por novidades, e dependentes de marcas como necessidade de status. Bem, não estou aqui para avaliar os diversos lados, mas às consequências do consumismo no meio ambiente.

Nunca se adquire apenas o produto, mas sim um aglomerado de papéis, plásticos, isopores, papelões,  latas, a qual se dá o nome de embalagem, tendo seu conceito inicial de proteção do produto, mas transformado em uma estratégia de marketing para valorizar o conteúdo, aumentar o seu preço e fascinar os compradores, e finalmente virar lixo residencial. Já repararam o lixo colocado nas ruas depois de festas de aniversário, Natal, etc.? Quase 100% é de embalagem!

A frase “Se a propaganda é a alma do negócio, a embalagem é a alma do produto”, esclarece essa importância, mas ambientalmente falando sua produção gasta: água potável, energia, e recursos naturais diversos. Depois de usada, quando não reciclada, nem reaproveitada, destina-se aos problemáticos aterros sanitários.


O consumo está arraigado em nossa cultura, e pode ser tolerado se houver consumidores mais conscientes, que preferem produtos de qualidade e durabilidade, feitos com embalagens menos agressivas, voltados ao conceito da sustentabilidade. É necessário enlaçar a modernidade com a sustentabilidade, através de atitudes coerentes com esse momento atual, onde os recursos naturais têm que ser usados com parcimônia. Lembrem-se: os recursos são finitos e sem eles não haverá vida.

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