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3 de dezembro de 2009

A Sopa de Letrinhas

Graficos disponíveis no site da ANEEL

Por Jorge Paulino

Engenheiro Eletricista

O Leitor Marlon Silva, encaminhou um e-mail, perguntando qual o significado de DEC, FEC, DIC, DMIC e FIC; que hoje estão nas manchetes de jornais, nas rádios e na TV. Ele constata que certos termos estão sendo publicados como se a população soubesse os seus significados, e crê que está existindo um apagão no bom senso da nossa imprensa.

Gostei do conteúdo do email Marlon, e você diz com propriedade que existem termos técnicos difícil compreensão e parte da nossa imprensa sofre também com um apagão- o apagão do bom senso.

Vamos lá Marlon, geralmente a mídia coloca as palavras dos especialistas convidados, e esses comentários são técnicos e eles utilizam uma linguagem não tão popular.

Mas Caro Leitor, espero poder esclarecer as suas dúvidas.

O desempenho das Concessionárias de Energia é medido pela ANEEL, usando como base indicadores específicos quanto à continuidade do serviço prestado de energia elétrica, são indicadores da qualidade da prestação de serviço, sendo um conceito da gestão da concessionária, voltado para a análise científica de sua estrutura funcional.

As metas ou padrões dos indicadores de continuidade estão estabelecidos em resolução específica da ANEEL, e são para cada conjunto de unidades consumidoras das concessionárias de distribuição de energia elétrica.

DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) indica o número de horas em média que um consumidor fica sem energia elétrica durante um período, geralmente mensal.

FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) indica quantas vezes, em média, houve interrupção na unidade consumidora (residência, comércio, indústria etc)

DIC (Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora) indica o intervalo de tempo que, no período de observação, em cada unidade consumidora, ocorreu descontinuidade da distribuição de energia Elétrica.

FIC (Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora) é o número de interrupções ocorridas, no período de observação, em cada unidade consumidora.

DMIC (Duração Máxima de Interrupção por Unidade Consumidora) é um indicador que limita o tempo máximo de cada interrupção, impedindo que a concessionária deixe o consumidor sem energia elétrica durante um período muito longo.

A disponibilidade da energia elétrica representa um incremento na qualidade de vida das regiões e das populações, toda qualquer interrupção ou falha no fornecimento trará transtornos de toda ordem, daí a importância desses indicadores.

Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.

12 de novembro de 2009

"Reflexões do Pós-Apagão"

O meu amigo e leitor do Blog, o Arquiteto e Engenheiro de Segurança - Wilton Maillard fez um questionamento muito interessante, no qual eu compartilho com vocês.

Íntegra do Email:

No dia do apagão eu estava realizando uma vistoria na Hidrelétrica de Funil em Itatiaia, trata-se de uma das Usinas mais antigas do Brasil, e segundo o operador, encontra-se no limite da sua demanda, apesar da sua reserva hídrica de 30%. Os equipamentos da Usina apresentam aspecto de ainda serem os originais da construção, ai eu te pergunto:

1- 1- Porque as hidrelétricas funcionam em sua capacidade máxima em época de grande demanda tendo outras alternativas de geração tal como as termoelétricas?

2- 2- No caso do Rio de Janeiro, é fato que a existe uma Hidrelétrica em Ribeiro das Lajes desativada, e possui uma imensa área ainda alagada, caso seja verdade existe estudos para reativá-la.

Abraço.

Wilton Maillard

Itacolomi Construções e Serviços Ltda

Meu caro Colega,

Muito bem levantada as questões.

No Brasil criou-se a mentalidade das grandes obras de infra-estrutura, e isso impede que pequenas intervenções sejam vistas como obras inexpressivas.

Hoje existem projetos de recapacitação e repotencialização de sistemas, procedimento estes que reduziriam significativamente o montante de obras, além dos impactos ambientais.

As instalações sofrem ao longo dos períodos, efeitos de diversos fatores decorrentes da ação inevitável do tempo, desgastes mecânicos, degradação física de maior ou menor intensidade dependendo da agressividade do meio, e etc.

O aumento do Parque Termogerador, seria uma medida do ponto de vista Técnico-Financeiro, excelente pois além da necessidade de um tempo menor para a instalação, poderíamos aproveitar as reservas de Gás Natural - principalmente na região entre as cidades de Santos (SP) e Vitória(ES).

As PCH’s também são uma excelente alternativa, pois para um Sistema Interligado Nacional, teríamos um Sistema Regional também ligado à Rede Nacional.

Quanto ao Parque Hidroelétrico em Ribeiro das Lajes, a Usina Fontes Velha, que foi a maior hidrelétrica brasileira e uma das maiores do mundo quando iniciou a operar em 1908 – instalada no Município de Piraí, com capacidade de 24MW e depois ampliada para 49MW, foi desativada 1989.

A Usina Hidrelétrica Fontes Nova, inaugurada em 1940 ainda em operação, com capacidade instalada atual de 132 MW continua a operar.

A Light vai reativar a Usina Fontes Velhas com uma reforma, construção e modernização e adequação se à disponibilidade hídrica do Complexo de Lajes, que depois de concluída gerará 17MW .

A usina Lajes ajudará a Light a atender ao crescimento da demanda de energia no Rio de Janeiro, além de diminuir a dependência externa do Estado por energia elétrica, permitir a modernização do suprimento das Adutoras da Cedae e o controle de cheias no Rio Piraí.

Fonte:Light Energia

Disponível em http://www.lightenergia.com.br/web/parque/complexo_lajes/sub_lajes/tesubsistema_lajes.asp?mid=86879428722972267226

Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.

11 de novembro de 2009

As causas do “Apagão”

Leitores do meu blog, encaminharam e-mails, já respondidos sobre a(s) causa(s) do blecaute. À distância e analisando as informações desencontradas da Mídia e do próprio Governo, fica difícil definir com exatidão o que ocasionou o problema. O Ministério das Minas e Energia(MME), em nota oficial disse que houve uma pane por causas ainda desconhecidas em duas linhas de transmissão que ligam Paraná à São Paulo, e uma subestação em São Paulo (Tijuco Preto) sofreu uma pane, segundo eles determinaram em conjunto, o desligamento do Linhão desde Itaipu- o que é conhecido como efeito dominó. Bem, isso indica que existe uma vulnerabilidade no nosso Sistema de Supervisão e Controle , e também da necessidade urgente da ampliação do Sistema Interligado Nacional. O preocupante é que o blecaute aconteceu logo após o término do “Horário de Pico” (por volta das 22horas e catorze minutos), horário em que a demanda do consumo estava normalizada. Como sugestão, eu adotaria a Política de Usinas Termoelétricas junto aos grandes centros consumidores, como uma forma de minimizar os transtornos causados pela falta de energia e ainda obter uma Capacidade de Geração extra nos horários de maior demanda, e das PCH's (Pequenas Centrais Hidroelétricas) em regiões e cidades menores.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.

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