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14 de outubro de 2011

Como ter uma gestão de talentos eficiente e eficaz em sua empresa. Uma junção de Peter Drucker, Chiavenato e Leonardo Marioto


imagem disponível em: http://www.gci.com.br/PublishingImages/e%20rh.jpg

Por Leonardo Marioto

O que podemos fazer para recrutarmos os ‘’possíveis’’ melhores talentos para dentro de nossas organizações? E quando o recrutamento é feito, o que fazer com estas pessoas? Como podemos usufruir de maneira eficiente e eficaz suas melhores competências? O que fazer para mantermos estes talentos em nossas corporações? Estas perguntas são passíveis de várias respostas, por isso, vou sintetizá-las de forma simples e prática, com o direcionamento de pensamentos de vários autores que li, dentre os quais, estão, principalmente, Idalberto Chiavenato, um dos autores mais renomados da área de Gestão de Pessoas (Recursos Humanos), e o nosso grande guru da administração, Peter Drucker.
Comecemos com uma frase que abre nossas mentes para ‘’quem são esses talentos’’: ‘’não existe pessoa errada no lugar certo, em termos de empresa e função, mas sim, a pessoa certa no lugar errado’’. Então quem são esses talentos? Diante deste pensamento, dito por vários estudiosos, todos nós possuímos talentos e competências, mas às vezes por uma má administração, principalmente, no processo de recrutamento e seleção, os recrutadores frequentemente maus preparados, selecionam pessoas com competências divergentes para o cargo a ser ocupado, e por isso, o recrutado, pode acabar sendo taxado como um mau funcionário, ou até mesmo, sem talentos a serem explorados. Primeiramente em termos individuais, devemos nos conhecer para poder escolher as melhores opções que vão de encontro com as nossas habilidades, e mais uma vez, o autoconhecimento é indispensável. Arriscarmos em lugares ‘’obscuros’’, e que nunca estivemos antes, é uma das grandes maneiras, para conhecermos nossas competências e técnicas individuais, e também, como um todo.
Seguindo a linha de Chiavenato, a primeira fase para a obtenção destes talentos é a de recrutamento e seleção. Saber quem recrutar é primordial para que esta gestão comece com uma grande estimativa de sucesso para ambos. Como os recrutadores devem ser e agir para que descubram as pessoas certas para os lugares certos? Eles devem possuir algumas características essenciais para este tipo de função. Devem conhecer profundamente o cargo e a função que o recrutado irá desempenhar. Sabendo-se qual cargo a ser ocupado e quais tarefas a serem executadas, o entrevistador, no caso de uma seleção feita por entrevista, saberá mais precisamente quais características e habilidades estas pessoas devem ter, e principalmente, tentar conseguir interpretar se há algum possível talento passível de desenvolvimento. Portanto este processo de seleção de funcionários é de grande importância para que os possíveis talentos sejam descobertos, e assim, torne os trabalhos de treinamento e desenvolvimento mais produtivo.
Temos dentro de nosso contexto, o recrutamento interno e recrutamento externo. O recrutamento interno é uma enorme fonte de motivação para os que participam ativamente das organizações, como planejamento de carreiras entre outras coisas. Os líderes devem ser observadores eficazes, e devem estar atentos com os possíveis talentos individuais de cada um, para que assim, possam remanejá-los para o lugar certo. Diante do recrutamento externo, os entrevistadores devem ser bastante focados com o negócio da empresa, e saber diretamente o que o cargo exige de cada futuro funcionário. Tendo estas visões, como já disse, eles saberão colocar as pessoas certas nos lugares em que devem ocupar.
Feito a seleção de talentos, o que podemos fazer afinal com eles? Como fazer para que as habilidades individuais de cada um sobressaia efetivamente nos lugares em que estão a trabalhar? Devemos ter em mente que o órgão de Gestão de Pessoas tem uma função extremamente crucial nesta etapa. Não só este órgão, mas como todos os líderes enquadrados no contexto. Eles devem oferecer treinamento e desenvolvimento adequado para cada equipe de trabalho. Devem estar atentas as diferenças individuais de cada um, para que assim consigam desenvolvê-las de maneira eficaz. Muitas pessoas acreditam que treinamento e desenvolvimento são perdas de tempo e dinheiro, e por que pensam isto? Porque este é um trabalho que se tem certo custo para desenvolver, e o resultado é para médio e em longo prazo. A maioria dos donos de empresas quer que os resultados sejam obtidos no curto prazo, e acabem desperdiçando a chance de aumentar as competências organizacionais e individuais que irão gerar grandes frutos no futuro, tendo uma empresa consciente, e mais do que isto, uma organização muito mais sólida e consistente. Todo treinamento é muito importante para a equipe empresarial, e para cada talento que esteja ali. Pessoas têm de ser treinadas e desenvolvidas para poderem aflorar o que cada um tem de melhor, e melhorar o que se tem para ser melhorado. Portanto, treinamento e desenvolvimento são cruciais para que os talentos liberem o que têm de melhor para oferecer as organizações, e órgãos de gestão de pessoas e de liderança, devem aproveitar esta oportunidade, onde agregam valor tanto para as organizações, quanto para os próprios participantes dela.
E por último como manter estes talentos dentro de nossas corporações? Pequenas coisas, até mesmo bem simples em nosso cotidiano empresarial, podem ser feitas para que estes talentos se sintam parte integrante da organização. Que coisas são essas? Simples. O que as pessoas almejam? Ter um bom salário, benefícios, e mais do que isso, elas desejam ser consideradas integradas dentro das empresas, buscam estima dentro delas, auto realização e contato social. E como podemos observar, até mesmo segundo Maslow, não é só o dinheiro que ‘’prende’’ uma pessoa a uma organização. Temos várias outras opções para podermos dar um clima favorável para que estes talentos se sintam à vontade e trabalhem com motivação e afinco, focados nos objetivos organizacionais.
Agora ao final, algumas perguntas devem ser feitas: Por que organizações existem? Por que fazem parte de nosso cotidiano? Pessoas passam grande parte de suas vidas dentro de organizações, trabalhando, se empenhando, mas tudo isso para qual sentido? E se não tivéssemos as organizações, como seria?
As organizações existem pelo simples fato de que as pessoas não conseguem atingir alguns de seus objetivos, pode-se dizer a maioria deles, sozinhas, e para a conquista destes elas ingressam em pequenas, médias ou grandes organizações variando com seus objetivos almejados, para a busca de suas necessidades na medida em que vão crescendo e se colocando na vida.
As pessoas necessitam de organizações com ou sem fins lucrativos, para dar um sentido à suas vidas, para que possam prosperar financeiramente e intelectualmente, e se interagirem com outras.
Em contrapartida as organizações necessitam das pessoas, pois também tem seus objetivos organizacionais, e que precisam se equilibrar com os objetivos individuais de cada um de nós, buscando uma adaptação mútua. Portanto tanto as pessoas, quanto as organizações, precisam umas das outras, para que objetivos tanto organizacionais quanto individuais sejam continuamente e incansavelmente conquistados, aumentando assim a qualidade de vida de ambos.

Bibliografia:
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos – O capital humano das organizações; São Paulo, editora Campus, 2009.
DRUCKER, Peter F. – O Homem que Inventou a Administração; São Paulo, editora Campus, 2006.

10 de agosto de 2011

Contextualizando as questões ambientais


                                              
 

Por Jorge Paulino
Engenheiro  Eletricista e de Produção

Por muito tempo a questão ambiental no Brasil foi relegada a um segundo plano e essa cultura vem desde o descobrimento com a exploração desordenada das riquezas, até os dias de hoje com o crescimento das cidades, com aumento da população e o desmatamento para construção de moradias - o meio ambiente sofre ação degradativa por parte do homem. Acreditava-se que as riquezas existentes no país eram abundantes e infinitas, mas percebeu-se que isso era um equívoco, pois até boa parte do nosso século as reservas de água potável do mundo eram consideradas inesgotáveis. Com o desenvolvimento industrial e a conseqüente contaminação das águas, a explosão demográfica e a sua concentração em grandes centros urbanos, contribuíram para demonstrar que essa crença era infundada. 
Devido à degradação de sua qualidade, que se acentuou a partir da II Guerra Mundial, a água doce líquida que circula em muitas regiões do mundo já perdeu sua característica especial de recurso renovável, principalmente nos países do Terceiro Mundo e países em Desenvolvimento; na medida que os efluentes e/ou os resíduos domésticos e industriais são dispostos no meio ambiente sem tratamento ou de forma inadequada. 
Os desequilíbrios da oferta de água às populações, as questões da disponibilidade e dos conflitos pelo seu uso também apresentam seus aspectos preocupantes.
A água para os seres humanos é imprescindível, e se os recursos hídricos continuarem a ser poluído, não só a água que se bebe ficará inviável ao consumo, mas também os alimentos serão atingidos.
Produzir água para consumo humano, a cada dia torna-se mais caro, principalmente pela contaminação ou exaustão dos mananciais mais próximos. Cada vez mais é necessário buscar outros mais distantes e mais caros; o consumo de água não depende apenas do nível sócio econômico de uma região ou de um povo, mas é também associado ao uso de equipamentos com tecnologias mais eficientes e processos mais otimizados. É necessário dar ênfase para os usos finais, ou seja, do modo como a água está sendo utilizada.
Em função da relativa abundância de água no Brasil, o setor industrial nunca teve uma grande preocupação com este insumo, podemos excetuar os setores que se utilizam água como matéria-prima ou com influência direta sobre o produto final, porém com o aumento da cultura da Responsabilidade Ambiental as empresas passaram a investir em soluções para o reuso da água.
Diversas ferramentas necessárias foram incorporadas em um PCA - Plano de Conservação de Água, tais como Auditoria do Consumo, Diagnóstico do Consumo, Planos de Intervenção e Avaliação do impacto de redução e os resultados obtidos são avaliados dentro dos contextos específicos em que se encontram inseridos; as situações de economia e otimização encontradas em cada exemplo não devem ser extrapoladas para outro, pois a realidade do consumo muda sob inúmeras variáveis, particularmente pela ação do usuário.
De acordo estatística do  IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil encontra-se em quinto lugar entre os países mais populosos do mundo e que mais de 2/3 da população do Brasil concentra-se em área urbanas onde são necessários padrões articulados de gestão como o de tratamento de água.
Atualmente, com o surgimento de problemas relacionados à escassez e poluição de água nos grandes centros urbanos, começa haver um maior interesse por parte de vários setores econômicos pelas atividades nas quais a água é utilizada, o que também é motivado pelas recentes políticas federais e estaduais sobre o gerenciamento dos recursos hídricos. 
A água é um insumo essencial à maioria das atividades econômicas e a gestão deste recurso natural é de suma importância na manutenção de sua oferta em termos de quantidade  e qualidade, várias atitudes proativas estão sendo implementadas, nesse sentido, pois apesar da aparente abundância de recursos hídricos no Brasil (14% das águas doces do planeta e 53% do continente sul americano), sua distribuição natural é irregular nas diferentes regiões do País.
Foi pela carência de instrumentos de gestão que conflitos entre usuários se instalaram em algumas bacias hidrográficas brasileiras até o final do século XX, situação que está sendo revertida com a implementação do  Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos - SINGREH.  Trata-se de fato importante, uma vez que o cenário que se apresenta é o de crescimento urbano- industrial e agrícola que certamente será acompanhado pelo aumento da demanda de água. 
Armazenar chuva para limpar o quintal e regar plantas, está se tornando uma prática comum principalmente em época de rodízio no fornecimento de água. 
Nos prédios comerciais e residenciais, os sistemas de tratamento já vão bem além desse tipo de aproveitamento e permitem cortar até pela metade o valor da conta de abastecimento e esgoto, grandes condomínios estão investindo em projetos de Estações de Tratamento de Efluentes e Estações de Tratamento de Água; a água após a passagem pela estação pode ser utilizada em jardinagem, na limpeza e até nas descargas dos sanitários.
Embora o investimento ainda seja alto, a redução nas contas de água e esgoto pode atrair até mais que o engajamento ambiental, e já se objetiva a dar subsídios na adoção de soluções eficientes na concepção das novas edificações ou na modernização das já existentes.
  
 


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