A informação para a sua formação, comentada de forma fácil e descomplicada pelo Engenheiro Jorge Paulino.
25 de agosto de 2011
Tecnologia PLC – A alternativa de conexão à internet banda larga pela tomada
3 de setembro de 2010
Antenas flexíveis podem revolucionar a eletrônica

Texto disponível em http://ceticismo.net
Com o passar do tempo, as TVs não apresentaram mais aqueles dois “chifres”, mas isso não pode ser extendido a outros sistemas de transmissão/recepção. Antenas externas continuam sendo importantes. Agora, imagine que você possa dobrar, torcer, puxar, esticar, virar e brincar como se fosse quase uma sanfona e ainda assim a antena ficar inteirinha. O que hoje pode parecer ridículo, talvez seja o futuro, ainda mais se levarmos em conta que alguns aparelhos possam ser flexíveis.

Ju-Hee So, do Departamento de Química e Engenharia Biomolecular da Universidade Estadual da Carolina do Norte e seus colegas estão trabalhando numa antena maleável, que pode ser deformada de qualquer maneira, mas que sempre volta ao formato original, sem perder sua funcionalidade. O trabalho foi publicado na revista Advanced Functional Materials.
Em princípio, o foco é a aplicação em aparelhos militares, cujo maior problema é o volume ocupado. Assim, aparelhos dobráveis alegram, fazem bem e previnem que você ocupe menos espaço, de modo a não servir de alvo móvel com muita facilidade. Aliado a isso, tais antenas também serviriam para aplicações na construção civil, onde elas poderiam ajudar na monitoração de estruturas de pontes, registrando dados como dilatação e contração da estrutura, fornecendo informações preciosas a engenheiros civis sobre a quantas andam o estado da referida construção.
O segredo do aparato baseia-se na configuração fluídica da antena. Em temos leigos, a antena é - nada mais, nada menos - uma liga metálica em estado líquido, injetada em microcanais com 0,5 mm de largura e encerrada num elastômero de polidimetilsiloxano (PDMS). Segundo o artigo, empregou-se litografia para fabricação da antena, cuja liga líquida possui baixa viscosidade à temperatura ambiente e possui uma fina película de óxido que oferece estabilidade mecânica para o líquido dentro dos canais inscritos no elastômero. A liga usou os metais índio e gálio, onde o gálio possui ponto de fusão baixo (cerca de 29 ºC), formando uma mistura eutética. Por isso, o composto é chamado de EGaIn.
Essa liga possui muitas vantagens sobre o mercúrio e uma solução salina. No caso do mercúrio, ele é muito tóxico; além disso, possui energia de superfície elevada, o que impede a formação de estruturas mecânicas estáveis. A água salina é um excelente meio conduor, entretanto, a água pode evaporar lentamente, fazendo com que a mistura se concentre cada vez mais (a solubilidade do NaCl em água é de cerca de 36g/100 mL), a ponto de não haver mais água e deixando de ser meio condutor, já que sal puro possui ligações iônicas muito fortes, que impedem q passagem de corrente elétrica.
Aproveitando as características dessa antena, Ju-Hee também está trabalhando na construção de olhos artificiais, onde tais antenas iriam enviar os sinais visuais ao cérebro para ajudar as pessoas cegas a recuperar certa parcela da visão. Sua maleabilidade daria melhor eficiência e ajudaria no fator estético, já que ninguém gostaria de andar por aí parecendo uma TV da década de 70, ou ser confundido com o ET de Varginha.
Particularmente, o que achei de mais genial nessa antena é o que, ao meu ver, pode ser chamado de “cicatrização”. O EGaIn forma um óxido que funciona como uma película protetora, que confere resistência mecânica ao dispositivo, impedindo que o líquido escoe. Em linguagem mais simples, quando você corta a película, o líquido não vaza, pois o óxido formado age que nem a casquinha numa ferida. No caso da ferida, a casca formada pela coagulação do sangue, propiciado pelas plaquetas (entre outras coisas), impede que a pessoa continue sangrando até a morte, dando tempo para as células se multiplicarem e fecharem de vez o corte. De modo semelhante, mesmo que cortemos esta antena com uma lâmina de barbear, por exemplo, o processo de oxidação aconteceria de forma tão rápida que imediatamente fecharia o corte, impedindo quaisquer vazamentos.
Obviamente, nada é perfeito. A antena possui certos problemas se for empregada como componente estático, embora tal inconveniência possa ser solucionada adaptando-a em algum suporte. O elastômero é resistente à deformação em até 40%, caso ele seja esticado, mas não esperam deformá-lo tanto assim. Agora, é esperar para ver quando ela será comercializada.
28 de maio de 2010
A internet pela Tomada
Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
republicação do artigo de novembro de 2009
O Power Line Communications (PLC) é um sistema de telecomunicações que utiliza a rede elétrica como meio de transporte para a comunicação digital e analógica de sinais como Internet, vídeo e voz. Assim, a tomada que liga os eletrodomésticos pode se tornar um ponto de rede de dados para a provedora de Internet ou TV por assinatura, por exemplo. Entre várias outras possíveis aplicações, destaca-se a opção de uso da rede para controle, monitoramento, supervisão, operação e gerenciamento do sistema de energia elétrica, além de aplicações de automação predial e residencial.
A tecnologia PLC usa a rede elétrica como meio de transmissão de informações de conteúdo multimídia (dados, voz, vídeo, áudio etc) ou para a transmissão de dados de gerenciamento, automação e controle de todos os dispositivos que são conectados à rede elétrica. Basicamente, as informações disponíveis na forma digital devem ser transformadas em sinais analógicos que são injetados na rede elétrica. Para adequar os sinais transmitidos às características das redes elétricas e, com isso, garantir sua transmissão, os sistemas de
telecomunicações baseados na tecnologia PLC são, atualmente, projetados para funcionar na faixa entre 9 kHz e 30 MHz e utilizam alguns elementos/dispositivos instalados nas redes elétricas, tais como: estação PLC base, repetidor e gateway, acopladores, bypass, roteador e modem PLC
Haverá um benefício para toda a sociedade, com mais uma opção de sistema de transmissão de dados e possível redução de custos aos consumidores de energia elétrica, na medida em que significativa parte das receitas auferidas pela distribuidora com a prestação do serviço será revertida em prol da modicidade tarifária.
A possibilidade de utilização de rede elétrica para comunicação de sinais não está restrita ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, portanto, os consumidores dos sistemas isolados também serão beneficiados, de acordo com o interesse comercial das distribuidoras.
Os consumidores de telecomunicações também serão beneficiados, pois o uso de redes existentes evita custos com implantação de novas infraestruturas ou necessita de poucos investimentos, além da utilização da rede elétrica para a inclusão digital, pois a penetração do serviço de energia elétrica é maior que o de telecomunicação.
Haverá uma possível redução na tarifa de energia elétrica, uma vez que parte significativa da receita auferida pela distribuidora será revertida em prol da modicidade tarifária, e
aumento da qualidade da prestação do serviço de energia, com a adoção da
tecnologia para aprimorar procedimentos operacionais.
Texto extraído e adaptado pelo Engenheiro Jorge Paulino e disponível em http://www.aneel.gov.br/hotsite/plc/index.cfm?id=1739
Nova tecnologia permitirá o acesso à internet pela rede elétrica
Nota à imprensa do dia 25 de agosto de 2009
A diretoria colegiada da Aneel aprovou hoje (25/08), em reunião pública, a Resolução que define as regras para o uso da tecnologia Power Line Communications (PLC). O regulamento determina as condições para a utilização da infra-estrutura das empresas distribuidoras de energia elétrica para implantação do sistema que permite a transmissão de dados por meio da rede de distribuição.
O prestador do serviço de PLC deverá seguir os padrões técnicos da distribuidora, o disposto nesta Resolução da Aneel e na regulamentação de serviços de telecomunicações e de uso de radiofrequências da Anatel. A implantação e exploração do PLC não poderão comprometer a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.
O emprego da tecnologia possibilita novos usos para as redes de distribuição de energia elétrica, sem que haja necessidade de expansão ou adequação da infra-estrutura já existente. A economia representa a redução de custos aos consumidores que serão beneficiados com a apropriação de parte dos lucros adicionais obtidos por meio da cessão das instalações de distribuição, em benefício da modicidade das tarifas.
A Agência prevê que a apuração da receita obtida pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet será revertida para a redução de tarifas de eletricidade, nos termos da legislação específica estabelecida pela ANEEL. Esse critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia.
Embora seja utilizado o mesmo meio físico (as redes de distribuição de energia elétrica), a tecnologia permite o uso independente dos serviços e, portanto, a concessionária poderá também utilizar a infra-estrutura do prestador de serviço de PLC para atender às suas necessidades e interesses.
Ao disponibilizar a sua rede de distribuição, a concessionária deverá dar ampla publicidade por um prazo mínimo de 60 dias para a manifestação dos interessados. O comunicado deverá ser divulgado por três dias com informações sobre a infra-estrutura e condições para uso das instalações de distribuição de energia elétrica em pelo menos três jornais, sendo dois de circulação nacional. A escolha do prestador do serviço deverá ser divulgada em até 90 dias após o pedido.
Os pedidos registrados neste período só poderão ser negados em função de limitação da capacidade, segurança, confiabilidade ou violação de requisitos de engenharia. Neste caso, a distribuidora deverá apresentar a justificativa da negativa em até 60 dias após a manifestação do interessado.
O assunto esteve em audiência pública de 12 de março a 13 de maio de 2009. Neste período, o Órgão Regulador recebeu 163 contribuições de agentes do setor elétrico e de telecomunicações, associações de classe e consumidores.
Disponível em: http://www.aneel.gov.br/hotsite/plc/index.cfm?id=1733
Saiba mais em:
http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2009375.pdf
http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Voto_PLC.pdf
http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Relatorio_PLC.pdf
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
17 de junho de 2009
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