O
prognóstico ambiental refere-se a identificação, valoração e interpretação dos
prováveis impactos ambientais associados a implantação, operação, manutenção ou
desativação de um dado empreendimento.
Tal
prognóstico, no contexto dos estudos ambientais (EIA/RIMA, RCA, PCA, PRAD, etc.
- que objetivam o licenciamento de projetos que direta ou indiretamente interfiram
com o meio ambiente), constitui-se em uma etapa onde, a partir das informações
do diagnóstico e das feições dos elementos formadores do empreendimento somados
ainda as suas ações (construtivas / operativas), se delineia quadros
prospectivos de uma qualidade ambiental futura e se identifica e caracteriza os
possíveis impactos ambientais (positivos ou desejáveis; negativos ou
indesejáveis).
Portanto,
o prognóstico ambiental é realizado tendo por objetivo antecipar a situação
ambiental frente a implantação e operação do empreendimento e permite que sejam
elaborados os programas necessários à mitigação ou compensação dos impactos
indesejáveis decorrentes do projeto.
Uma
análise integrada cotejando as características diagnósticas da qualidade
ambiental existente e as peculiaridades das diferentes atividades do
empreendimento permitem elaborar quadros prospectivos tendenciais para a região
considerando um horizonte temporal com a presença do empreendimento e outro
levando em conta a possibilidade da sua não implantação.
No
aspecto legal, o prognóstico ambiental é tratado pelas disposições constantes
da Resolução CONAMA 01, de 23 de janeiro de 1986, que dispõe sobre os critérios
e diretrizes básicas para o processo de Estudos de Impactos Ambientais-EIA e Relatório
de Impactos Ambientais-RIMA, destacando no Artigo 6 que “O estudo de impacto
ambiental desenvolverá, no mínimo as seguintes atividades técnicas: II -
Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de
identificação, previsão da magnitude interpretação da importância dos prováveis
impactos relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos
(benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e médio e longo prazos,
temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades
cumulativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais.”
A contabilidade de custos é uma poderosa ferramenta no planejamento e no controle das atividades de uma empresa, sendo um instrumento eficaz na análise do comportamento dos custos, nas tomadas de decisão e no atendimento das exigências contábeis e fiscais das empresas.
É fundamental o perfeito detalhamento de todos os custos, isto permitirá o estudo das correlações entre o nível das atividades, o volume produzido e os custos e as receitas obtidas em um determinado período, dando ao gestor o panorama do desempenho produtivo e a saúde financeira da empresa.
A definição de custo, segundo Peinado e Graeml no seu livro Administração da Produção (Operações Industriais e de Serviços), é “todo aquele gasto ou aplicação de origem que tem como contrapartida, uma receita que produza um valor residual ao qual damos o nome de lucro”.
Ainda segundo Peinado e Graeml, podemos classificar os tipos de custos como:
Custo primário: é o custo constituído apenas pela matéria-prima (incluindo os componentes) e mão-de-obra direta consumidos para a fabricação de um determinado produto.
Custo de transformação: representa os gastos da empresa para transformar a matéria-prima e componentes em produtos acabados. É constituído pela mão-de-obra direta e pelos gastos gerais de fabricação.
CT = MOD + GGF
Onde:
CT = custo de transformação
MOD = mão-de-obra direta
GGF = gastos gerais de fabricação
Custo de produção: representa, num período de tempo, o custo dos insumos utilizados no processo de transformar a matéria-prima e componentes em produto acabado.
Cpro = MP consumida + MOD + GGF
Onde:
Cpro = custo de produção
MP = matéria-prima
GGF = gastos gerais de fabricação
Custo dos produtos fabricados: representa, num determinado período, o custo de produção de produtos (bens + serviços) efetivamente fabricados no período. Levam em consideração os estoques de produtos em fase de fabricação que se encontram na organização.
CPF = EIPP + Cpro – EFPP
Onde:
CPF = custo dos produtos fabricados
EIPP = estoque inicial de produtos em processo
EFPP = estoque final de produtos em processo
Custo dos produtos vendidos: representa o custo dos produtos efetivamente vendidos no período. Levam em consideração os estoques de produtos acabados, ou em fase de produção, que se encontram na organização.
CPV = EIPP + EIPA + Cpro - EFPP - EFPA
Onde:
CPV = custo dos produtos vendidos
EIPP = estoque inicial de produtos em processo
EIPA = estoque inicial de produtos acabados
Cpro = custo dos produtos produzidos
EFPP = estoque final de produtos em processo
EFPA = estoque final de produtos acabados
A análise de Custo-Volume-Lucro – CVL
A análise CVL, é uma das ferramentas mais utilizadas nas empresas, ela estuda o comportamento entre os custos incorridos, volume de produção e todas as receitas decorrentes de um período pré determinado pelo gestor.Apesar de ser um poderoso instrumento para a tomada de decisões, ele deve ser vista como uma ferramenta auxiliar nos processos de planejamento e controle empresariais.
Os critérios para a analise deverão ser previamente estabelecidas tais como:
a) os preços de venda permanecerão constantes para qualquer nível de atividade;
b) todos os custos podem ser classificados como sendo fixos ou variáveis;
c) o montante dos custos variáveis será diretamente proporcional ao volume de produção;
d) os preços dos insumos permanecerão constantes para qualquer volume de compras;
e) o período de tempo correspondente ao tempo de planejamento, não havendo mudanças na política administrativa, no processo produtivo, na eficiência de homens e máquinas, e no controle de custos;
f) o volume de produção e o volume de vendas apresentarão um alto grau de sincronização, não havendo mudanças significativas nos níveis de inventário;
g)todos os produtos fabricados são vendidos.
Observemos que existem custos que são tradicionalmente identificáveis, os custos fixos por exemplo, que são aqueles que, durante períodos de tempo, não sofrem alteração em função do volume de produção.
O custo variável, mudo em proporção às alterações do nível de produção, neste caso, as matérias primas, variará conforme o volume a ser produzido.
A importância da verificação do Ponto de Equilíbrio
Define-se como Ponto de Equilíbrio, o nível em que o volume de vendas se iguala aos custos totais, melhor definindo, o ponto em que o lucro se iguala a zero.
Para os gestores, torna-se fundamental projetar o nível de produção que gerará receita necessária e suficiente para a cobertura dos custos totais, qual o volume de vendas necessário para obter determinado lucro, qual o lucro esperado para um dado nível de vendas e como qualquer mudança nos custos (fixos e variáveis), no preço de venda, ou na quantidade irá alterar os lucros.Entender o comportamento dos custos facilita a análise de determinação do nível de operação provável para maximizar os lucros.
A análise do ponto de equilíbrio baseia-se na decomposição dos custos (fixos e variáveis), sendo a equação do custo escrita da seguinte forma:
CT = CF + CV
Onde:
CT = custo total
CF = custo fixo
CV = custo variável
Receita = P x Q
Onde:
P = preço/unidades
Q = quantidade
Lucro = R – CT
Onde:
R= Receitas
CT = custo total, e:
Lucro = Margem de contribuição total – Custo Fixo
A diferença (P – V) entre o preço e o custo variável unitário é definida como margem de contribuição unitária. Esse é o montante com que cada unidade produzida e vendida contribui para cobrir os custos fixos e obter lucro. A equação do lucro fica da seguinte forma:
Lucro = Margem de contribuição Unitária x Produção em Unidades – Custos Fixos
Para determinar o ponto de equilíbrio em unidades (Q), considere-se o lucro igual a zero:
Peq = CF/(PV-CV)
PONTO DE EQUILÍBRIO EM UNIDADES =CF/Margem de Contribuição Unitária
A análise do ponto de equilíbrio pode ser utilizada quando precisamos determinar o nível de produção necessário para atender à expectativa de um lucro predeterminado, um lucro meta (LM). Assim, a equação do lucro fica da seguinte forma:
Peq =CF+LM/(PV-CV)
Peq= CF + LM/(Margem de Contribuição Unitária)
Os processos de planejamento empresarial, envolvem uma criteriosa seleção de objetivos e uma definição dos meios para atingi-los.
Hoje, com a globalização e com a concorrência, o lucro passou a ser uma conseqüência final da gestão empresarial, para qual concorrem muitas outras variáveis tais como receitas, custos, despesas, volume ou mesmo os níveis de atividade.
A maximização dos lucros, constitui o objetivo mais relevante e clássico de qualquer organização empresarial com fins de lucro, por esta razão, para a alta administração das organizações empresariais, necessita-se dispor de uma técnica de análise que permita estudar os inter-relacionamentos e a influência em relação ao lucro.
Diversos autores, abordam o tema, alguns de maneira tradicional outros com abordagens inovadoras, porém todos priorizam a busca da Lucratividade Máxima, da Capacidade Produtiva, e da Qualidade Total.
Em seu livro, A meta: um processo de melhoria continua, Eliyahu M. Goldrattt, usa de uma seqüência de conclusões lógicas através da Teoria das Restrições e conclui que a meta da empresa com fins lucrativos deve ser a de "ganhar dinheiro" tanto no presente como no futuro e "A garantia de continuidade da empresa é obtida quando o valor dos bens econômicos dos bens e serviços que a empresa produz que oferece ao mercado e torna-se superior ao valor econômico dos recursos (bens e serviços) que a empresa obtém do mercado e consome no processo produtivo de agregação de valor."
Segundo Goldrattt, a proposta da Teoria das Restrições é estabelecer a necessidade de informações para tomada de decisões, principalmente as de curto prazo.
O modelo opõe-se ao tradicional da contabilidade de custos, o qual se apóia no rateio de custos fixos e conseqüentes alocação aos produtos.
Na visão de Goldrattt, o custo final do produto é estabelecido por medidas operacionais globais e os valores relativos a custo são mensurados e organizados no sistema de informações da empresa.
O Modelo de Decisão da Teoria das Restrições, segundo Goldrattt
1 - Identificar todas as restrições do sistema produtivo; 2 - Decidir como explorar essas restrições; 3 - Subordinar qualquer mudança à decisão anterior; 4 - Elevar as margens de restrições do sistema; 5– Em caso de quebra da seqüência, volte a anterior, mas não deixe que o problema se torne uma restrição do sistema.
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