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20 de agosto de 2010

Método Delphi – Uma Ferramenta de apoio ao Planejamento nas Empresas

Imagem Disponível em:http://pt.dreamstime.com/setas
Por Jorge Paulino Engenheiro Eletricista
Mas o que é o método Delphi?
Podemos defini-lo como uma técnica usada quando existe uma descontinuidade e/ou total ausência de dados históricos ou ainda, quando pretendemos estimular a criação de novos conceitos, idéias etc. Originalmente, Metodologia Delphi é uma técnica para a busca de um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros, a técnica passou a ser usada no início dos anos 60, desenvolvida pelos trabalhos dos pesquisadores da Rand Corporation, Olaf Helmer e Norman Dalker. O Delphi é uma técnica muito útil principalmente quando se quer realizar uma análise qualitativa do mercado, pois permite que se projetem tendências futuras tais como descontinuidades tecnológicas, mudanças sócio-econômicas ou ainda em planejamentos e eventos futuros. A formula é bem simples, o Administrador/Gestor através do pressuposto que o consenso coletivo, bem definido e parametrizado, é mais eficiente e completo que as idéias individuais, aproveitando toda a sinergia do grupo de discussão. Mas existem características que são fundamentais na metodologia, o anonimato; a interação e feedback controlado e dados conclusivos bem parametrizados. Definem-se inicialmente as etapas preliminares, na seqüência abaixo: 1- O contexto e os prazos para o tema em estudo. 2- A equipe; os Técnicos, os Peritos, o Moderador. 3- O método, os objetivos e os passos do processo. Para a realização da Metodologia, existem várias fórmulas, porém conceitualmente todas seguem um mesmo padrão. 1- Movimento inicial 1.1 O Contexto – os temas/ os projetos/ a abrangência/ os prazos 1.2 A escolha do Moderador/Gestor e da equipe técnica/peritos/especialistas 2- A Primeira Etapa – Escolhidos os Contextos e a Equipe de Trabalho, o Moderador, faz a minuta do Problema/Projeto/Tema. Os Especialistas da área ou partes interessadas formulam o 1º Questionário, sem um script, estabelecendo quais os focos mais importantes para a abordagem inicial e todos os eventos e tendências que acontecerão no futuro relacionado, fazem uma análise e uma síntese que resultarão em um conjunto de eventos para o segundo movimento. 3- A Segunda Etapa - uma nova rodada, com as principais ocorrências ou acontecimentos que depois de respondidos, serão devolvidos ao moderador, para nova análise estatística das previsões de cada evento. 4- A Terceira Etapa - nova rodada, é pedido que façam novas projeções. Em caso de existência de um intervalo fora dos quartis inferior e superior, deverão ser justificadas as previsão/prognósticos. Importante - todos os questionários deverão ser novamente analisados, o Moderador, organiza a argumentação apresentada, indicando as previsões fora dos intervalos interquartis. Será gerada uma análise estatística e um resumo dos argumentos, sendo gerada a base para a quarta etapa. 5- A Quarta Etapa - todos serão convidados a fazer previsões/prognósticos, com base na análise estatística e no resumo dos argumentos - as divergências surgidas no questionário poderão ser questionadas. O Moderador, quando receber os questionários, realizará uma análise mais profunda e resumindo os argumentos utilizados. 6- A Quinta Etapa – a elaboração da argumentação final e a conclusão do relatório, indicando as datas calculadas a partir da análise das respostas dos especialistas e as opiniões, porém em caso de divergências, ou posições muito distantes na etapa anterior, o Moderador, deverá comparar os diversos argumentos para ver se existe algum erro no processo ou se ainda há divergências no Problema/Projeto/Tema. 7- Movimento Final - Final do Trabalho, apresentação dos resultados e implementação das ações. Em caso de existência de divergências novas rodadas deverão ser realizadas.
Prezados leitores, o Modelo de questionário e o Modelo de Método Delphi (fluxograma), poderão ser obtidos por email ou solicitação através dos comentários. Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
Apresento um excelente Case em que foi usado a Metodologia Delphi , na Dissertação de Mestrado submetida a PUC-PR de Paulo Henrique Pierin Pacheco – “ Análise do processo de previsão de demanda B2B: O caso de um fornecedor do mercado Empresarial “
Disponível em: http://www.biblioteca.pucpr.br/tede/tde_arquivos/5/TDE-2009-04-07T151030Z-1064/Publico/Paulo%20Henrique%20Pierin%20Pacheco.pdf"> Página 67 – sobre um estudo feito na Furukawa Industrial S.A Produtos Elétricos.

28 de maio de 2010

A internet pela Tomada

Por Jorge Paulino

Engenheiro Eletricista

republicação do artigo de novembro de 2009

O Power Line Communications (PLC) é um sistema de telecomunicações que utiliza a rede elétrica como meio de transporte para a comunicação digital e analógica de sinais como Internet, vídeo e voz. Assim, a tomada que liga os eletrodomésticos pode se tornar um ponto de rede de dados para a provedora de Internet ou TV por assinatura, por exemplo. Entre várias outras possíveis aplicações, destaca-se a opção de uso da rede para controle, monitoramento, supervisão, operação e gerenciamento do sistema de energia elétrica, além de aplicações de automação predial e residencial.

A tecnologia PLC usa a rede elétrica como meio de transmissão de informações de conteúdo multimídia (dados, voz, vídeo, áudio etc) ou para a transmissão de dados de gerenciamento, automação e controle de todos os dispositivos que são conectados à rede elétrica. Basicamente, as informações disponíveis na forma digital devem ser transformadas em sinais analógicos que são injetados na rede elétrica. Para adequar os sinais transmitidos às características das redes elétricas e, com isso, garantir sua transmissão, os sistemas de telecomunicações baseados na tecnologia PLC são, atualmente, projetados para funcionar na faixa entre 9 kHz e 30 MHz e utilizam alguns elementos/dispositivos instalados nas redes elétricas, tais como: estação PLC base, repetidor e gateway, acopladores, bypass, roteador e modem PLC.

Haverá um benefício para toda a sociedade, com mais uma opção de sistema de transmissão de dados e possível redução de custos aos consumidores de energia elétrica, na medida em que significativa parte das receitas auferidas pela distribuidora com a prestação do serviço será revertida em prol da modicidade tarifária.

A possibilidade de utilização de rede elétrica para comunicação de sinais não está restrita ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, portanto, os consumidores dos sistemas isolados também serão beneficiados, de acordo com o interesse comercial das distribuidoras.

Os consumidores de telecomunicações também serão beneficiados, pois o uso de redes existentes evita custos com implantação de novas infraestruturas ou necessita de poucos investimentos, além da utilização da rede elétrica para a inclusão digital, pois a penetração do serviço de energia elétrica é maior que o de telecomunicação.

Haverá uma possível redução na tarifa de energia elétrica, uma vez que parte significativa da receita auferida pela distribuidora será revertida em prol da modicidade tarifária, e aumento da qualidade da prestação do serviço de energia, com a adoção da tecnologia para aprimorar procedimentos operacionais.

Texto extraído e adaptado pelo Engenheiro Jorge Paulino e disponível em http://www.aneel.gov.br/hotsite/plc/index.cfm?id=1739

ANEEL REGULAMENTA O USO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PARA A COMUNICAÇÃO DE SINAIS.

Nova tecnologia permitirá o acesso à internet pela rede elétrica

Nota à imprensa do dia 25 de agosto de 2009

A diretoria colegiada da Aneel aprovou hoje (25/08), em reunião pública, a Resolução que define as regras para o uso da tecnologia Power Line Communications (PLC). O regulamento determina as condições para a utilização da infra-estrutura das empresas distribuidoras de energia elétrica para implantação do sistema que permite a transmissão de dados por meio da rede de distribuição. A regulamentação delimita o uso das redes elétricas de distribuição para fins de telecomunicações, garantindo a qualidade, confiabilidade e adequada prestação dos serviços de energia elétrica, gerando incentivos econômicos ao compartilhamento do sistema e zelando pela modicidade tarifária.

O prestador do serviço de PLC deverá seguir os padrões técnicos da distribuidora, o disposto nesta Resolução da Aneel e na regulamentação de serviços de telecomunicações e de uso de radiofrequências da Anatel. A implantação e exploração do PLC não poderão comprometer a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.

O emprego da tecnologia possibilita novos usos para as redes de distribuição de energia elétrica, sem que haja necessidade de expansão ou adequação da infra-estrutura já existente. A economia representa a redução de custos aos consumidores que serão beneficiados com a apropriação de parte dos lucros adicionais obtidos por meio da cessão das instalações de distribuição, em benefício da modicidade das tarifas.

A Agência prevê que a apuração da receita obtida pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet será revertida para a redução de tarifas de eletricidade, nos termos da legislação específica estabelecida pela ANEEL. Esse critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia.

Embora seja utilizado o mesmo meio físico (as redes de distribuição de energia elétrica), a tecnologia permite o uso independente dos serviços e, portanto, a concessionária poderá também utilizar a infra-estrutura do prestador de serviço de PLC para atender às suas necessidades e interesses.

Ao disponibilizar a sua rede de distribuição, a concessionária deverá dar ampla publicidade por um prazo mínimo de 60 dias para a manifestação dos interessados. O comunicado deverá ser divulgado por três dias com informações sobre a infra-estrutura e condições para uso das instalações de distribuição de energia elétrica em pelo menos três jornais, sendo dois de circulação nacional. A escolha do prestador do serviço deverá ser divulgada em até 90 dias após o pedido.

Os pedidos registrados neste período só poderão ser negados em função de limitação da capacidade, segurança, confiabilidade ou violação de requisitos de engenharia. Neste caso, a distribuidora deverá apresentar a justificativa da negativa em até 60 dias após a manifestação do interessado.

O assunto esteve em audiência pública de 12 de março a 13 de maio de 2009. Neste período, o Órgão Regulador recebeu 163 contribuições de agentes do setor elétrico e de telecomunicações, associações de classe e consumidores.

Disponível em: http://www.aneel.gov.br/hotsite/plc/index.cfm?id=1733

Saiba mais em:

http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/audiencia/arquivo/2009/010/documento/nota_tecnica_0009_armando.pdf

http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2009375.pdf

http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Voto_PLC.pdf

http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Relatorio_PLC.pdf

Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.

21 de abril de 2010

Brasília do sonho à realização, de uma região do Planalto Central à Patrimônio da Humanidade

                                                                Catedral de Brasília

Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista


Brasília nasceu através do conceito da estratégia militar, de segurança nacional e da necessidade de interiorizar a capital do país, povoar e distribuir o desenvolvimento, já que devido a fatores econômicos e históricos a população concentrou-se na faixa litorânea. A sua concepção nasceu no século XVIII provavelmente pelo Marquês de Pombal, mas foi em 1891, na primeira Constituição da República, que foi marcada a região onde deveria ser instalada a futura capital.
A idéia da interiorização da Capital Federal, vem desde os Inconfidentes, que pretendiam levá-la para São João Del-Rei – Minas Gerais,  e associavam a mudança do Poder à implantação do regime republicano.
Brasília, nome sugerido por José Bonifácio, em memorial encaminhado à Assembléia Geral Constituinte do Império, em 1823.
Em 1956, com a eleição de Juscelino Kubitschek, Brasília saiu do sonho para a realização.
"Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino" - pronunciamento de JK durante a visita na então região escolhida para ser a Nova Capital.
Com uma arquitetura marcante e futurista através dos traços de Oscar Niemeyer, um plano urbanístico de Lúcio Costa com uma proposta de vida moderna que buscava a integração de um modelo urbanístico harmonioso -“O Plano Piloto“, Brasília, foi inaugurada em 21 de abril de 1960.
Iniciou-se então o processo de transferência da Administração Federal para a nova capital, Brasília teve um impacto importante na integração da região Centro-Oeste à vida econômica e social do Brasil e custaram ao Tesouro Público valores reais que jamais foram divulgados.
Para a construção de Brasília , foram necessários os mais modernos recursos técnicos de construção, construção de milhares de quilômetros de rodovias e ferrovias para garantir o deslocamento de pessoas e materiais, além de um ritmo diuturno ininterrupto.
Em 1987, a UNESCO reconheceu como um dos mais importantes projetos urbanístico-arquitetônicos da história e torno-a também um ícone internacional a partir de sua consagração como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.


Diploma da UNESCO declarando Brasília Patrimônio da Humanidade, preservado no Espaço Lúcio Costa

Do sonho de Juscelino e sua política desenvolvimentista de crescer “50 anos em 5”.
Por Brasília que muitos lutaram e morreram, das mãos dos candangos que expressavam sua alegria por construir uma esperança, precisamos continuar tendo a inabalável firmeza e otimismo para transformar o Brasil em um país mais justo, mais humano.
Brasília é do povo, esqueçamos sem deixar de cobrar punição aos corruptos mensaleiros, "cuequeiros", "meieiros"; aos políticos que roubam em não legislarem ou legislarem em causa própria.

Plano Piloto - Concepção do Projeto da Nova Capital da Republica


A construção de Brasília

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